
Há coisas que não se entendem. Provavelmente esta dificuldade é acrescida em mim, já que sou uma mera vaca, e não funciono com toda a potencialidade do meu pequeno cérebro.
Se olharmos em redor, e, principalmente, nos grandes centros urbanos constatamos que a populaça se comporta de forma bastante similar aos rebanhos aqui da nossa quinta.
Vejamos alguns exemplos para que o quadro se componha para que entendam o que quero dizer.
1.º As pessoas que se aglomeram à espera do metro: se estão para entrar no referido põem-se em frente às portas, não dando passagem às que querem sair, logo cria-se um impasse, nem as que querem sair saem, nem as que querem entrar entram. Fabulosa gestão;
2.º Quando há aglomerados em volta de uma qualquer banca de venda de o que quer que seja, este aglomerado vai crescendo cada vez mais, até ao ponto de as pessoas não conseguirem respirar;
3.º Quando há um acidente, nem que seja no sentido oposto ao que circulamos, podemos ter a certeza absoluta que do nosso lado vai haver engarrafamento, pois a curiosidade humana tem destas coisas, adora uma boa cena de sadismo.
Estes são apenas pequenos exemplos de que como o órgão que, verdadeiramente, diferencia a raça humana das outras é usado ao
ralenti, ou seja, provavelmente, a população levou demasiado a sério o apelo dos ecologistas, no que toca à poupança de energia e resolveu desligar os neurónios.