Expressão difundida pelo grande público através do filme de Peter Weir "O Clube dos Poetas Mortos" (e quem não se lembra da evocação "o captain, my captain"?) em que um pouco ortodoxo professor praticava métodos pouco recomendados pela solenidade escolástica mas entusiasmava os seus alunos a contactarem com a alegria do pensamento livre e crítico e com a felicidade da criação artística, mas na verdade "inventada" muitos anos antes pelo poeta Horácio, nas suas Odes, traduz um conselho generalista para cada um de nós colher o dia, aproveitá-lo, sugar-lhe o tutano e viver os momentos de que dispomos nesta passagem terrena. Rezava assim:
Sapia, vina liques, et spatio brevi
Spem longam reseces. Dum loquimur fugerit invida
Aetas: carpe diem, quam minumum credula postero.
Independentemente da concepção que cada um de nós formule mentalmente sobre o que é a vida e a nossa existência, se a alma é imortal ou não, ou se reencarna ou perece com o corpo, trata-se de uma ideia - quase uma filosofia - que apresenta a vantagem de ter um mérito quase inexpugnável. Quero dizer que dificilmente um espírito que deseje a liberdade poderá pôr em causa de que se trata de uma ideia brilhante. E, apesar de tão simples, é tantas vezes tão difícil de pôr em prática. Quotidiana, pois.
Este post pretende ser apenas um lembrete. Porque a ideia é simples, magnífica, e a vida, meus amigos, passa em menos de um fósforo.

plantado por Badalo @ 12:59 |