A Vaca Louca e Seu Badalo
A Louca Vida no Campo
     fevereiro 29, 2004

Retrato 

 

Eis-me!


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Retrato feito em Nova York, nos anos 70, por um famoso artísta da época (agora não me lembro do nome, mas estava associado a uma banda que se chamava...Veludo qualquer coisa... Veludo Suburbano... não... não me lembro).


plantado por Vaca Louca @ 19:41 |

   
     fevereiro 28, 2004

IVG - Pormenores Problematizados 

 


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Volta a estar em assunto a questão da descriminalização do aborto. Para assentar ideias, registe-se, trata-se de excluir o tipo de crime interrupção voluntária da gravidez (IVG) do código penal, e consequentemente deixar de punir, e mesmo de julgar, (e antes disso ainda, de acusar) tal prática. Deixar de ser crime.
Logicamente, é uma prática cujo agente será – atendendo ao estado actual da nossa tecnologia – necessariamente feminino, e daí todas as questões daí decorrentes, dos direitos das mulheres, a proteger. Sim, porque com a descriminalização virá, supõe-se, uma mudança essencial na assistência à IVG, passando da clandestinidade suja e sombria, aterradora até, para uma higiene e garantia de serviço clínico-hospitalar de grandeza pública.

O povo português teve já, e não há muitos anos, oportunidade de se pronunciar contra ou a favor desta descriminalização. A maioria optou por que nos mantivéssemos contra, mas os defensores dos direitos das mulheres, sobretudo, não deixaram morrer a discussão e estamos em crer que não faltará muito para que assistamos a novos desenvolvimentos nesta matéria.

Gostaríamos, pois, e sem que qualquer das outras perspectivas – e são tantas e tão complexas as que aqui podem surgir – vejam as suas validades minimamente beliscadas, de problematizar a questão focalizando a nossa atenção no elemento da equação que, estando presente, é também relegado para uma posição de inferioridade relativa, quase o destituindo de qualquer relevo. Falamos do progenitor.

Se a IVG deixa de ser crime, ou contra-ordenação, passará a estar na disponibilidade da mulher grávida. Atribui-se à parturiente, portanto, uma liberdade total sobre a vida intrauterina que está a gerar. No caso do progenitor, do ainda feto, o papel a desempenhar é o de mera testemunha. Suplicante ou conformada. Aliviada ou desesperada. Sim, a testemunha. O pai.

A quem discute a nossa ordem jurídica - e este é um assunto profundamente jurídico, no todo que envolve do que é a identidade da nossa cultura social – gostaríamos de perguntar que soluções estão previstas para os conflitos que surjam quando o pai se oponha à IVG, por desejar o filho nascituro, ou, até por já o amar.
Podemos ir mais longe, e desejar saber o que acontece quando a parturiente não efectue a IVG exclusivamente por influência da oposição do pai, e se este, nesse caso, uma vez a criança nascida, terá dificuldades em obter a sua guarda, ou, ainda a montante, se tal pai poderá exigir prestação a título de alimentos à mãe renitente.

Rocambolescamente, podemos também inverter este último raciocínio, e, partindo ainda do princípio da liberdade total de disposição sobre o feto (a qual não se sabe ainda se será negada ao pai na parte que lhe é possível, ou seja, se este pode livremente repudiar aquele feto, ainda que não lhe tire a vida), tentar calcular se a mãe poderá exigir a prestação de alimentos ao pai repudiador.


plantado por Badalo @ 18:44 |

   
     fevereiro 27, 2004

The Ultimate Ten Emprestadados 

 

Por vezes, quando cresce o crepúsculo no curral, tudo sossega. Numa dessas alturas, recentemente, tivémos oportunidade de deambular pela blogosfera e deparámo-nos com uma série de listas de preferências interessantíssimas e comentadérrimas, pelo que surgiu a ideia de publicarmos a nossa própria lista. Artigos apreciados, que nunca mais cá moraram.

1. Sonic Youth - Sister (o sujeito que ficou com este completou a colecção)
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2. Kraftwerk – Man Machine (há muitos anos, a dor permanece intensa)
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3. Oscar Wilde – O Retrato de Dorian Gray (Há coisas que não se devem emprestar)
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4. Seven - David Fincher (muito chato, nem sequer era nosso!)
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5. Os Versos do Capitão – Pablo Neruda (ainda para mais com dedicatória)
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6. Jak and Daxter (Até as coisas dos Ratitos nos levam!)
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7. As Formigas – Boris Vian (lá está, é uma cena muito má. Lá se foi mais um)
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8. New Musik – Warp (o pior é que nem editaram em CD)
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9. Camille Paglia – Vamps & Tramps (Ao que se abarbatou a este: Foste banido!)
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10. Joujouka (emprestadado a um recorrente desta lista!)
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Post em co-autoria [Vaca Louca / Badalo]

plantado por Badalo @ 22:46 |

Census da Semana 

 

Neste caso não da Semana, mas Dos Primeiros Dias da Semana... enfim. Por razões técnicas totalmente alheias a esta página, porventura por acção de forças malignas do mundo infoinvisível, não será creditado o census que foi proposto para esta semana. Uma lástima. Estamos mesmo com pena. Mais: estamos desolados!
Uma nova urna se abre de imediato; novo look, o mesmo sabor.

plantado por Badalo @ 22:06 |

Cosmos 

 


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Parece seda, não é?


plantado por Vaca Louca @ 10:33 |

   
     fevereiro 25, 2004

Doces e Amargos 

 

Vão-me desculpar, mas cheguei à conclusão que adoro chocolates! De Verão é raro comê-los, mas quando chega o frio desforro-me dos meses que passei à míngua deles.
Eu sei que há preocupações com a linha e tal, mas, felizmente, eu posso comer uma quantidade considerada de alarve e não aumento nem um grama. E bem queria.

Isto para dizer que me aflige sobremaneira esta tendência que vivemos, o corpo e a aparência acima de tudo o resto. Eu até entendo que devemos manter o corpo saudável, para que a mente também o seja, que a nossa auto-estima passa muito pela maneira como nos vemos, mas, a bem da verdade, hoje vivemos demasiado preocupados com isto. E não há preocupações significativas com as enormes injustiças sociais, nem com a fome, nem com as guerras que ainda se travam...


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Imaginem-me numa loja.
Dirijo-me à funcionária do estabelecimento e digo:
- Bom dia, desejo umas Levis 501, n.º 25.
- Lamento, mas esse número deixou de ser feito. - responde-me ela.
- Como? Mas porquê? – pergunto estupefacta, visto que foi sempre o meu número de calças.
- As fábricas deixaram de as fabricar porque acharam que elas induziam as pessoas à anorexia.

Isto não foi ficcionado, aconteceu-me realmente. Mas isto fará algum sentido? Eu não sofro de anorexia (felizmente), e não me parece que pelo facto de existirem calças para pessoas mais pequenas induza a esta triste doença.

Bem, eu adoro chocolates, adoro a textura e sabor, e vou continuar a comê-los sempre que me apeteça e possa. Só não posso é voltar a comprar as minhas calças favoritas. Não posso porque há pessoas que acham que devem caber dentro de calças que não são para elas e morrem por isso. Não posso porque a televisão continua a imputar um conceito de beleza que faz com que um cidadão comum se ache um traste, por não se rever nesse mesmo conceito. Não posso porque devemos ser todos belos e magros, pelo menos é com isso com que nos bombardeiam todos os dias.


plantado por Vaca Louca @ 14:34 |

   
     fevereiro 24, 2004

A Rara Beleza 

 


Ouvi num dos famosos brainstorms que ocorrem volta-e-meia pela noite fora, no celeiro, que seria preciso incrementar as audiências desta página (acho que foi o Bode Respiratório). Bom, eu sublinho que não concordo. A partir do momento em que somos escravos das audiências pomos em perigo o puro prazer de manter uma página deste tipo.
Nessa altura surgiram ideias muito concretas sobre a forma como se atrairiam as atenções. Aliás, há fórmulas simples aplicadas ao cinema, à publicidade, quanto a quase todo o tipo de produtos, na televisão, imprensa, e nem vale a pena continuar a enumeração. O apelo à sensualidade (para não ir mais longe) é, pois, uma dessas fórmulas simples.

Foi aí que me lembrei de vir expôr uma ideia antiga sobre a forma como encaro a sensualidade. Comecei por fazer uma breve pesquisa na www (lamentavelmente o tempo não permite que se vá para além do breve...) e devo dizer que o resultado foi ter apanhado uma indisposição valente. Passo a explicar.


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Tirando muito poucas excepções, das quais escolhi o exemplo de cima - já que não obtive autorização da Vaca Louca para expôr os seus lindos cascos - ao procurar imagens que ilustrassem o que quero dizer o resultado foi, como disse, um enjôo tremendo. Por várias razões. Mas... comecemos então pelo princípio: que quero eu dizer?
Vivo sob a impressão de que a verdadeira sensualidade feminina (a outra interessa-me muito pouco, peço perdão) se encontra precisamente nessa parte do corpo que nos separa do chão desde há muito tempo. Refiro-me, neste caso, unicamente ao que é físico, e é claro que o impulso do eros tem dimensões psicológicas, mas dessas não vou cuidar aqui. Os pés são, assim, uma parte do corpo tão ambígua quanto isto: são de molde a causar repulsa em casos extremos, num grau que não atinge paralelo noutras partes do corpo, mas, a par disso, quando são bonitos - casos raríssimos - têm o condão de provocar uma invasão erótica perante a qual é difícil alhearmo-nos. Corrijo: alhear-me.

Isto, apesar de não ser possível para mim, ao abordar este tema, deixar de ter em conta que este fetiche vai ganhando adeptos por esse mundo fora, com os consequentes desvios, taras, perspectivas mais ou menos doentias, ou aquilo a que chamo pura ordinarice. Mas isso já não me diz respeito.


plantado por Badalo @ 12:59 |

   
     fevereiro 23, 2004

O Livre-Arbítrio e o Determinismo 

 


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O livre-arbítrio continua a ser um dos grandes dogmas dos Cristianismo, onde o homem é livre de praticar o bem ou o mal, em que o indivíduo é livre para se submeter ao que escolhe. Mas é realmente assim?

A esta teoria opõe-se a do determinismo, segundo a qual, tudo o que acontece na natureza, e onde o homem está incluso, já está determinado por uma causa. A esta corrente está associado o destino e a fatalidade, apenas existindo enquanto expiações (ou carmas) expressões usadas por nós tantas vezes, nas mais diversas situações.

Inúmeros pensadores já se debruçaram sobre estas questões. Freud afirmava que nós não somos responsáveis pelo que fazemos, por sermos vítimas de imposições inconscientes. Para St.º Agostinho, o homem não é realmente livre por causa do pecado original.
Spinoza divide o homem em duas partes: a divina natura naturans, determinante (“o superego” ou o “Eu Transcendente”, de Jung, que supera o “id” de Freud e o “ego” de Adler). A natura naturans tem livre-arbítrio, enquanto que a natura naturata, existencial, determinada, não deixa a total liberdade ao homem. E, tal como Freud, Spinoza conclui que a liberdade só poderia existir se o homem fosse totalmente consciente nos seus actos.

Os cientistas que trabalham no campo da teoria do caos e sistemas complexos afirmam que uma mínima alteração de um único átomo pode desencadear um enorme impacto no macrocosmos, podendo-se, desta forma fazer previsões gerais, mas nunca se saberá os detalhes, não pela dificuldade em os determinar, mas, porque simplesmente, não são determinados pelos seus precedentes.

E então onde ficamos? Seremos realmente livres, nas nossas escolhas, nos nossos actos? Não seremos, antes, condicionados por uma série de factores exteriores?
Na minha humilde opinião tanto o livre-arbítrio, como o determinismo me parecem distantes da realidade. A nossa liberdade é condicionada, sim. Talvez o livre-arbítrio se devesse chamar semi-livre-arbítrio.


plantado por Vaca Louca @ 11:31 |

   
     fevereiro 22, 2004

Fractais 

 


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Dizem que uma imagem vale mil palavras. Quanto a isso não sei, mas se assim for, este post ficará com mil e poucas, certinhas.

Vale a pena dar um pulo aqui. No fim da página há muita informação e óptimas ligações.


plantado por Badalo @ 19:59 |

   
     fevereiro 21, 2004

Fruta da Época 

 


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Festa pagã à qual associamos o Rio de Janeiro, Veneza, transfiguração, balões d'água, ovos (pôdres ou não), alguma farinha, muita cor, muito calor, fio dental, mascarilhas de Zorro, bombinhas e estalinhos, máscaras e fatos.
Eu cá não gosto do Carnaval. Mas compreendo facilmente que calhe bem entre nós, que não nos atrevemos a deixar passar uma boa oportunidade para nos portarmos mal e desopilar um pouco.


plantado por Badalo @ 13:35 |

   
     fevereiro 20, 2004

Seria Muito Bera 

 

O público votou, a maioria decidiu. Se, de hoje para amanhã, ficassemos sem internet, seria pior que cuspir na sopa (42,85% das respostas válidas). É justo. E todos sabemos que cuspir na sopa não é pêra doce. Sublinho apenas uma vã tentativa da ala dos mentirosos neste último dia de votação, tentando dar expressão à hipótese "tou nem aí".

plantado por Badalo @ 22:00 |

As Influências do Mundo 

 

Por vezes espanta-me esta coisa das influências. Já repararam como somos influenciados por tantas coisas?
A publicidade, por exemplo. Quantas vezes não chegamos a casa, depois das compras e nos perguntamos, olhando para uma lata de comida para cães:
- Raios! Agora o que é que eu faço com isto? Nem sequer tenho cão! Bem, vou fazer umas almondegas.
E a moda? Ai a moda. Quando nos anos 60/70 apareceram as calças à boca de sino


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eram moda e todos as achavam o máximo. Nos anos seguintes ficaram esquecidas (a meu ver, ainda bem - blhaca) e passaram a pior que vomitar nos sapatos, usavam-se as calças de ganga elástica (blhaca outra vez).
E os sapatos de tacões? Ui, credo, também eram bastante apreciados, e faziam conjunto com as calças à  boca de sino.


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Reparem como o conjunto é lindo:


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(Note-se o peito farfalhudo e a "mala" evidenciada, que dá cor ao conjunto).

Mas o que mais me surpreende nem são estas questões da moda ou da publicidade, mas sim a influência que a linguagem das outras pessoas tem em nós.
Nunca se viram na situação de estarem a falar com um gago e, de repente, quando dão por vocês, já estão também a gaguejar?
- Jaquim, pá! Atão, estás bom? Há que tempos que não te via.
- T-t-t-ou-ou p-p-p-p-pá ! E t-t-t-tu ?
- T-t-t-tam-tam-bém. E a v-v-v-vi-vi-vi-da-da-vida, co-co-co-mo-mo-como co-co-co-re-re-corre?

É impressionante! E com os fanhosos??
- Manel, pá¡! Tudo bem?
- Cuaaua! (Clara) táuj bouha (tás boa)?
- Echtou bauim (estou bem)

E com o brasileiro?
- Rolando, tudo bem?
- Clara, cara, tudjo bem?
- Pá, vaiche indjo, não. A galera está¡ légau.

Na verdade, há uma enormidade de coisas que nos influenciam, quer queiramos ou não, e isso nem sempre é negativo. Mesmo aquelas pessoas que dizem que não são influenciá¡veis serão atingidas por algumas destas influências.


plantado por Vaca Louca @ 11:32 |

   
     fevereiro 19, 2004

Faz Atenção! 

 

Com as urnas a fecharem às 22h00 de sexta, confira os parciais do census da semana:

33.33% - É pior que bater na sogra.
50% - É pior que cuspir na sopa.
16.66% - Tou nem aí.

Devo dizer que dentro dos 16,66% estamos nós, por ter calhado, ao testar a coisa. A hipótese da indiferença, como se observa no gráfico supra, apresenta um valor quase residual. Isto para já reveste o census desta semana de um elevado índice de frontalidade nas respostas, o que lhe confere, indubitavelmente, solidez e dignidade científicas.
De aplaudir - por ora, que ainda teremos os derradeiros dias! - igualmente a alternativa de ensalivar um pouquinho a sopa, em detrimento de cenas de violência doméstica, que, aliás, tipificam ilícito criminal com pena de prisão. Alguns poderão achar preocupante, por essas mesmas razões, que esta atinja uma porção de um terço do total, ameaçando a liderança da possibilidade de cuspir na sopa, a qual é francamente favorita, pois sendo mais ou menos inofensiva, ou seja, não dá cadeia nem nada, ainda assim transporta o nível de comoção reputado suficiente para se comparar à desgraça que seria a de um dia para o outro deixarmos de ter acesso a esta rede que nos seduz e nos amplia as possibilidades virtuais. Ufa!

Mas tudo está por decidir. :)

Please disregard this post, an advice from the Parents Association


plantado por Badalo @ 00:30 |

   
     fevereiro 18, 2004

Sem Comentários 

 


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plantado por Badalo @ 00:51 |

   
     fevereiro 15, 2004

Mens Sana in Corpore Sano 

 

Por vezes é preciso saber relaxar. Aqui na quinta sente-se essa necessidade pois embora livres dos stresses urbanos, os afazeres são muitos; o trabalho é árduo e uma quantidade considerável de animais tem mau feitio. Os capatazes normalmente não facilitam. Enfim: o costume.
Como dizia, é preciso ter o know how, o savoir faire, a técnica. Não basta ter tempo para relaxar.

Por isso mesmo, quem sabe se infectado pelo mesmo vírus da (minha mui querida) Vaca Louca, que a levou a tornar-se conselheira, resolvi deixar neste sítio algumas sugestões que condensam meses de laboratório.

Sugestão n.º 1 - Sempre que possível, em ponto de rebuçado (que é como quem diz, em situações de stress culminar), arrulhar.
Sim, como fazem os pombos e as rolas. Experimente! Comigo funciona sempre. Nota: com alguma prática, verá que vai conseguir imitar os pequenos seres alados com bastante fiabilidade, o que lhe trará uma inesperada sensação de conforto. Contra-indicações: não deve ser excessivamente utilizado em locais de trabalho muito solenes.

Sugestão n.º 2 - Este método apresenta a vantagem de ter uma dual função, preventiva e terapêutica. Deverá, portanto, ser adoptado como prática quotidiana, de forma a maximizar os resultados. Acresce, numa perspectiva meramente estilística, que é altamente personalizável. Cada um desenvolverá o seu próprio silly walk. Contra-indicações: não se aconselha a mulheres grávidas, agentes da P.S.P. nem a lanterninhas de cinema.


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Sugestão n.º 3 - Evite os ginásios. A menos que não precise mesmo nada deles e vá lá só para se exibir.

Sugestão n.º 4 - O uso profícuo de palavrões é um falso método, pernicioso, aliás, o que demonstraremos numa futura ocasião. TLÓING!


plantado por Badalo @ 18:59 |

   
     fevereiro 14, 2004

"A Vaca Explica" - Rúbrica I 

 

Caros(as) Conhecidos(as),

Devido à enorme quantidade de correspondência recebida na Quinta, (como já foi escrito pelo Badalo), a pedir conselhos à minha pessoa, perdão, à minha bovinia, resolvi publicar, semanalmente ou não, uma rúbrica intitulada "A Vaca Explica".

Pretendo, assim, tentar ajudar essas alminhas perdidas que andam por aí, respondendo a algumas das suas questões.

Os nomes dos correspondentes serão devidamente acautelados, sendo assegurado, desta forma, o seu anonimato. Sim, porque os animais escrevem cada coisa!!

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A carta desta semana chega de uma sapa dos Pântanos: a sapa F., e consta assim:

"Amiga Vaca Louca,

Recorro a ti porque já não sei que faça, estou desesperada!
O meu marido, sapo corpulento, sofre de flatulência explosiva. Já não consigo estar junto a ele devido ao mau ambiente por ele causado.
Ajude-me por favor."

Amiga sapa F., o meu conselho é: Passem mais tempo dentro de água. Imagine, cara amiga, você tem ali um jacuzi de borla!!
Ora experimente que vai gostar e, além disso, o cheiro não se propaga.

Um abraço
Vaca Louca


plantado por Vaca Louca @ 18:31 |

Momento de Cultura 

 

Hoje resolvi deixar aqui a minha homenagem a uma das figuras da arte que mais admiro, tanto na escrita como na pintura. Supra-sumo da polivalência artística, da arrogância sublime, da natureza indomável. Morte ao Dantas!Que viva Almada.


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MANIFESTO ANTI-DANTAS E POR EXTENSO
POR JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS
POETA D'ORPHEU FUTURISTA E TUDO

BASTA PUM BASTA

Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Dantas, morra! - PIM!

Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um Dantas à prôa é uma canoa em seco!

O Dantas é um cigano!

O Dantas é meio cigano!

O Dantas saberá gramática, saberá syntase, saberá medicina, saberá fazer ceias para cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

O Dantas pesca tanto de poesia que até fax sonetos com ligas de duquesas!

O Dantas é habilidoso!

O Dantas veste-se mal!

O Dantas usa ceroulas de malha!

O Dantas especula e inócula os concubinos!

O Dantas é Dantas!

O Dantas é Júlio!

Morra o Dantas, morra! - PIM!
...


plantado por Vaca Louca @ 16:37 |

   
     fevereiro 13, 2004

Salvé Epifânio! 

 

Census da Semana: Nasceu finalmente o benjamim, filho do (já se adivinhou) Marcolino, que, com a ajuda do público, desde hoje se chama Epifânio.
Refira-se apenas que o census foi ranhoso, digo, renhido, e que "Virgolino" emprestou uma grande emoção neste último dia de urnas, ao atacar com perigo a liderança. Não foi o suficiente.

Ah! Para os mais curiosos: não, não nasceu com cremalheira.

plantado por Badalo @ 22:00 |

   
     fevereiro 12, 2004

A Pedido de Várias Famílias... 

 

...através da nossa correspondência - que já atinge uma certa tonelagem a mais (sim, exactamente como a Linda Evangelista quando aqui há anos veio a um gig no Moda Lisboa) - decidi revelar alguns segredos sobre mim.

Bom, não serão segredos. Mas segredos.

Percebe-se a diferença, não percebe? (um está em negrito e outro em itálico, é fácil!)

O meu Amor: A Vaca Louca e os Ratitos;
Os meus vícios: A Vaca Louca e este veneno;
O meu herói: O Verdocas (atenção: é batota gostar dele sobretudo por causa da T-Shirt, com motivos peixe-vivo. É uma visão frívola);
A minha praia: Quente-moderada, finíssima areia, clara, despovoada, água transparente;
O meu aspecto: Badalo.jpg pareço um belo monte de... huh?
A minha citação: "Neidji! Vócê é boua, Neidji...!!"
A minha referência literária: O Triunfo dos Porcos (Animal Farm), e os Versos do Pulmão (abaixo publicados)


Os Versos do Pulmão

Cromos da bola!
heróis de pacotilha!
ladaínhas, lengas-lengas
trava-línguas e afins
aaaaaaaaargh
ser bucaneiro, flibusteiro
de Outubro a Janeiro
não quero rimar
impeçam-me de rimar
reguem-me com gasolina!

Não aos aumentos
medidos em cêntimos;
não aos jumentos
em tronos sentados
não quero rimar, já disse
impeçam-me já

chutem a bola para longe
comam a relva
não a fumem
aliás, não fumem, ponto,
percam o juízo
aldrabem o próximo
Cromos da bola!
heróis de pacotilha!

Pronto.
Estranhamente
Já me sinto capaz
de respirar de novo.


(versão integral)


plantado por Badalo @ 20:49 |

 


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A falta de tempo é um problema. Passamos a maior parte do nosso a tratar das toneladas de correspondência que recebemos neste endereço. E, posso garantir, cerca de 35 Kg. de cartas referem de uma forma ou de outra a curiosidade pelo aspecto da nossa Quinta.
Pois bem. Está acima uma imagem, não está? Não é nada parecida com a nossa.

Agora tenho de ir tirar o milho às vacas e dar leite às galinhas. Com licença.


plantado por Badalo @ 13:13 |

   
     fevereiro 10, 2004

Histórias da Quinta 

 

Andámos aqui às voltas com as lides da quinta, o que dá um trabalho enorme. Limpámos o sótão, a cavalariça, o curral, e quando chegou a vez da pocilga foi ver os voluntários todos a desaparecerem.

O porco Marcolino também não parecia entusiasmado com a ideia de uma limpeza à pocilga, argumentando:
- Mas que raio, a pocilga está bem assim. Repara lá, ó Vaca Louca, ali – disse ele apontando para um canto, de onde vinha um cheiro que faria levantar um morto – está o meu cantinho de recreio. É lá que brinco e passo a maior parte do dia.
Eu olhei e a única coisa que vi foi uma imundície desgraçada, que quase me fez vomitar. Mas, adiante; isto tudo para contar das manias deste porco, e da última que ele inventou.

O Marcolino, desde pequeno, que sempre se destacou dos outros porcos da Quinta, pela sua personalidade exuberante. É um animal extremamente afável, conversador e alegre, mas (há sempre um mas), meteu-se-lhe na cabeça que haveria de ser parecido com o capataz! Ora logo aqui há uma enorme dificuldade, pois o capataz é um humano e ele um porco; quer-se dizer, não há qualquer semelhança entre os dois.

Mas ninguém conseguiu convencer o Marcolino a deixar-se desta parvoíce e ele lá começou a organizar-se para a transformação. Primeiro começou a vestir-se, o que se revelou ser uma tarefa complexa, pois, além de não haver roupa que lhe servisse, ele também tinha grandes dificuldades em fazê-lo. Desistiu. Depois foi a fase de tentar comer sentado a uma mesa, mas depressa abandonou esta prática; demorava quase 4 horas a comer uma refeição, e como ele come muitas vezes, passava praticamente todo o dia à mesa. E agora foi o culminar desta idiotice, foi ao dentista arranjar a cremalheira e ei-lo. Bem, pelo menos parece feliz.


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plantado por Vaca Louca @ 20:33 |

Citação 

 

"Nunca esteja de pé quando pode estar sentado; nunca ande a pé quando pode andar a cavalo; nunca tente o Dinamismo quando pode obter Influência."

Laurence J. Peter e Raymond Hull | O Princípio de Peter


plantado por Badalo @ 20:29 |

   
     fevereiro 09, 2004

Post de Segunda Para Terça 

 


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Está prestes a entrar numa nova dimensão. A partir de agora, controlamos tudo o que ouve ou sente. Nada é o que parece. E antes de mais nada, queremos que se acomode no assento; que sinta o corpo e o espírito relaxar. Sinta-se receptivo. Nada de rir.
Atenção! Nada de rir. Estamos a falar a sério. Lembro que já desde há um bocado estamos a controlar tudo. Isto é um blogue sério. Muito sério.
Isso. Firmes e hirtos. (como uma barra de ferro??)

Não vem nada a propósito, mas não resisto: será que o mago Alexandrino não consegue umas míseras assinaturas para se candidatar à presidência da república? Certamente terá ultrapassado os trinta e cinco anos de idade... e como andam as coisas... será o suficiente. Mas... [SNAP!]

Recuar. Recuar no tempo. Ao tempo em que éramos pequeninos. As coisas custavam tuta-e-meia. Algumas delas nem chegavam a custar uma tuta. As vacas em vez de serem loucas eram gordas. Quem chega lá?
Regressemos. Ao tempo em que tudo era felicidade. Ficávamos a brincar na rua até às tantas e não íamos para a banheira sem dar luta. Construíamos os nossos brinquedos (podíamos parti-los à vontade, o que é uma redução substancial nos decibéis parentais).

Houve um Verão em que anoitecia às 22h30m. O parque automóvel era mais velho, eu sei, mas parece que íamos com outra tranquilidade.

Também não havia internet nem telemóveis, mas era mais giro ficarmos uma tarde a comer mijonas, ou a decepar um tufo de cardos com uma espada improvisada. Os cardos podiam ser decepados, eram maus, picavam.
E nada de rir, aí. Isto é um poste sério num blogue sério.
Nada é o que parece.

Errata: onde supra se lê "mijonas" deverá ler-se "azedas". Tal lapso, considerado um acto falho, dever-se-á, eventualmente, àquilo que a minha santa mãe comentava sobre tal actividade: que seria nojento pois aquelas coisas deveriam estar carregadinhas do cheirinho que os cães da rua lá deixavam. (reeditado pelo A.)


plantado por Badalo @ 23:29 |

   
     fevereiro 08, 2004

Prescrição Médica 

 

Como já foi exposto abaixo pelo meu Badalo (my precious, my precious), ontem estivemos em sessão de brainstorming, e lá resolvemos a questão do ovo. Mas, também, se levantou outra dúvida, após o visionamento da seguinte imagem:


A Porca II.jpg


Ora pois bem, acabamos por chegar à conclusão que a pessoa que escreveu este cartaz tem razão, o/a visado/a porco/a sofre, de facto, de uma terrível doença de seu nome compulsius despejatus de paorcatitius in lucalus improprius, e deve seguir a medicação recomendada pelo autor à risca. Coitada, não tem culpa, é uma forte compulsão que a move.
Mas, também o magnífico autor do cartaz padece de um sofrimento atroz: imaginatius galupantis, conjugada com ortographica horribilis, sendo de todo aconselhado uma rápida consulta ao respectivo especialista.

Mas isto são pessoas sem recursos, e assim sendo, nós (eu e o meu Badalo) vimos aqui deixar uma repto, para ajudar estes dois pobres infelizes.

Por favor, deixem o vosso contributo na seguinte conta:
1232 1558 1238, do Banco da Quinta Nova, à esquerda.

Desde já gratos pela vossa colaboração.


plantado por Vaca Louca @ 19:59 |

Por Um Mundo Melhor 

 

Dentre as centenas de milhares de cartas que recebemos diariamente no curral, a colocar dúvidas de todo o tipo e feitio, designadamente como resolver determinado assunto ou escrever certo tipo de requerimentos, vim dar resposta pública a uma delas por entender que reveste o maior interesse e lhe admitir uma aplicação prática relevante. Segue-se uma minuta de requerimento, a utilizar por todos, em qualquer local de trabalho dependente.

- Para quem acabou de ganhar um balúrdio no Totoloto:


“Ex.mo(a) Sr.(a) Administrador/Presidente/Director-Geral
(riscar o que não interessa)
(morada, e tal)


Assunto: Batelada de massa.


Venho desta forma dirigir-me a Vexa para lhe dar conhecimento que, em virtude de ter recebido o assunto em epígrafe, a partir de amanhã já não venho trabalhar.


Com os melhores cumprimentos,
(data, assinatura)”



plantado por Badalo @ 18:43 |

Ginásticas Mentais (ou "Who Cares?!?") 

 

Ontem esta janela para o nosso canto rural esteve fechada. A razão prende-se com os afazeres cá na Quinta cumulados com o facto de infelizmente ainda não termos conseguido, à força da meditação, tornar-nos ubíquos.
Estivemos toda a noite no Celeiro, onde começámos por um joguito de xadrez. Depois, e até às tantas, dedicámo-nos a uma belíssima sessão de brainstorming que teve como principal intuito descobrir, de uma vez por todas, quem apareceu primeiro: se o ovo se a galinha.
A Jaquina fartou-se de cacarejar; já o ovo mal se ouviu. Mas todos contribuímos.
Pela madrugada, estafados, demo-nos por vencidos. E satisfeitos. A nossa gata Serigaita ilustrou os resultados da nossa reunião. Ei-los:


who came first.jpg


Ainda bem que a sessão foi proveitosa. A partir d'hoje, certamente nunca mais nos sentiremos acossados por esta terrível dúvida.


plantado por Badalo @ 10:52 |

   
     fevereiro 06, 2004

Sem Comentários 

 


Clinton Memoirs.jpg


plantado por Badalo @ 22:32 |

Census da Semana 

 

O público votou, a maioria decidiu. Sapatos altos, vermelhos e de verniz devem calçar-se: com peúgas rendadas. Supé fashion.

A partir de hoje, e durante mais uma semana, um novo census. Ajude-nos a escolher o nome do primo mais novo do porquinho Babe, que vai nascer dentro de dias, e será o novo benjamim do curral.

plantado por Badalo @ 22:08 |

Raios partam o Bode! 

 

Isto piora a olhos vistos. A história é esta: temos aqui, na quinta, um bode, de seu nome Respiratório. Ele está assim.. como dizer.. velhote, quase secular, e com a vista muito desgastada. E, com o passar dos tempos, tornou-se um pouco atiradiço, mas como já não vê bem investe em tudo o que se mexe. Mas o pior é que os outros animais já não aguentam o Bode Respiratório, principalmente a Galinha Jaquina, que é a sua principal vítima.
A Galinha Jaquina, que é um doce de galinha, está anafadinha e custa-lhe bastante andar a correr à frente do Bode Respiratório, mas a verdade é que o bode tem uma especial predilecção por ela e, sempre que lhe sente o cheiro, toca de se pôr a roçar na bicha. Ela lá se tenta defender, dando-lhe bicadas, mas aquilo parece não o afectar e ela não tem outro remédio senão pôr-se a correr dali para fora.
A galinácea andava tão desesperada com esta situação que até chegou a fazer as malas para se ir embora, mas lá a convenci a ficar, prometendo-lhe que resolveria a situação.
Eu já tinha prometido não me meter nestas coisas, depois do que aconteceu ao Porquinho Babe, mas caramba, também não podia deixar a minha amiga ir-se assim embora.
Pensei, pensei, pensei e, finalmente, cheguei à conclusão que o melhor era levar o Bode Respiratório ao oftalmologista, para ver se o médico lhe receitava uns óculos e para ver se o bode se deixava daqueles comportamentos anti-natura. E assim fiz.
De regresso à quinta, fomos conversando sobre o assunto, eu e o Bode Respiratório, e lá lhe expliquei que ele agora não tinha desculpa para andar a perseguir a Galinha Jaquina, visto ela ser uma galinha e ele um bode. Que não tinha futuro, enfim, na verdade o que é que poderia sair dali? Um bolinha? Uma gabode? Não dava. Mas o Bode Respiratório não se descoseu durante todo o percurso, e lá foi ouvindo, calado.
Quando chegámos, qual não foi o meu espanto quando ele se virou para mim e disse:
- Vaca Louca, o único problema é que eu sempre me senti atraído por ela, tão redondinha, com aquelas peninhas brilhantes... as penas até as dispensava, mas que a hei-de comer, hei-de. Na panelinha.
E como vêm, agora tenho outra preocupação: é que além de ter gasto uma fortuna nos óculos, que afinal não serviram para nada, tenho de andar constantemente a vigiar o Bode Respiratório, não vá ele fazer um arroz de cabidela da Galinha Jaquina. E ela está furiosa comigo. E desta é de vez, nunca mais faço de intermediária nestes assuntos. Já percebi que não tenho queda para a coisa.

plantado por Vaca Louca @ 15:31 |

   
     fevereiro 04, 2004

"Sanita", Para Além de Ser Uma Palavra Engraçada, é Também o Título Deste Post 

 

A história que estou prestes a contar é totalmente verídica. Os nomes foram suprimidos (bem como todo o ambiente concreto) para proteger os inocentes, neste caso o inocente: pois claro, este Badalo.
Digamos que aconteceu cá na Quinta. Digamos que a Quinta tem um capataz, que em essência exerce os poderes hierárquico-administrativos.
Este capataz é muito cioso dos prazos e obrigações dos seus inferiores hierárquicos (já quanto às suas próprias competências a perspectiva é um tudo-nada mais bamba). Isto só para sublinhar que, ao fim de alguns, bastantes, meses de espera, os animais cá da Quinta foram brindados com uma tampa (vide fig. "interface de usuario") de sanita novinha em folha, no chiqueiro dos machos, a substituir a que se encontrava rachada. Descobri-o hoje quando, lá entrado, me deparei com dois indivíduos, atarefados com o que se patenteou ser uma tampa de sanita e consequente colocação na louça respectiva. Um manuseava a peça, o outro, encostado, fumava.
Saí.
E, ao fim do meu turno lá voltei para admirar a beleza do trabalho e louvar o aumento de conforto; descobri, no entanto, que uma segunda tampa, quebrada há mais meses ainda, permanecia no seu apogeu rachático.


waterclose.jpg


Conclusão: vieram dois mudar uma tampa, quando deveria ter vindo um, mudar duas. Provavelmente amanhã vão lá mudar a outra. Assim sempre são duas deslocações, e a mão-de-obra é farta.
Haja saúde!


plantado por Badalo @ 20:16 |

   
     fevereiro 03, 2004

A Propósito... 

 


papua II.jpg



Não sei já se alguma vez aqui falei dos papuas.
Ora isto vem a propósito de um belíssimo livro que Phileas trouxe ao nosso ratito da última vez que apareceu cá na Quinta. Os trava-línguas e assim. Ao ver o livro por cá, lembrei-me imediatamente de partilhar neste local que entre os papuas, há os papuas papás e os papuas não-papás. Mas há também os papuas com piolhos, e os papuas sem piolhos.
Assim, desde logo temos:

- Os papuas papás com piolhos;
- Os papuas papás sem piolhos;
- Os papuas não-papás com piolhos; e
- Os papuas não-papás sem piolhos.

Acontece que nada disto teria muito interesse, não fora o facto de haver também piolhos papás e piolhos não-papás.
Destarte, temos:

- Os papuas papás com piolhos papás;
- Os papuas papás com piolhos não-papás;
- Os papuas papás sem piolhos papás;
- Os papuas papás sem piolhos não-papás;
- Os papuas não-papás com piolhos papás;
- Os papuas não-papás com piolhos não-papás;
- Os pap...

...já me perdi. Deixem-me ir dormir, e voltar descansadinho, que prometo que a seguir vai de rajada.

(Um muito obrigado ao Gaston Lagaffe)


plantado por Badalo @ 13:12 |

Momento de poesia 

 


meias.JPG



Hoje decidi dedicar-me à poesia, e pensei: posso inovar, e fazer uma poema gráfico, de inspiração dadaista.
Então cá vai

||-(((===(((||
.../\.../\.../\.../
{}--/=#--////
--"""--||---»»

||-(((===(((||
>>>|||>>>"""
++/\||==»»»»
>><<|||<<>>*

*Tradução:
Gosto de meias
são a minha paixão
usam-se nos pés
e não nas mãos

Gosto de meias
Que hei-de fazer?
Mas antes gostar de meias
do que as andar a coser!

É um poema naif :)
Caramba, isto é que é inspiração!


plantado por Vaca Louca @ 09:49 |

   
     fevereiro 02, 2004

Extra! Extra! 

 


soccer.bmp


Fiquei ontem a saber que foi inventado um novo desporto. Chama-se Foot-Ringue, e os médicos já o aconselham como forma descompressão de stress. As regras são simples: após um jogo de futebol as duas equipas devem travar uma batalha campal, com a ajuda dos adeptos. As cadeiras são permitidas. Quem acertar no árbitro ganha 300 pontos. Também é dada permissão para o confronto continuar no balneário, caso os índices de stress ainda estejam muito elevados.
No fim, acabam todos felizes.


plantado por Vaca Louca @ 11:56 |

   
     fevereiro 01, 2004

I Grande Festival Anual de BD Alternativa 

 

Vede a imagem abaixo. Não percebo nada do que se passa lá, chumbei por faltas a japonês. Mas a ideia passa por aí. Aliás, sugeridos por aqueles giríssimos traços de rubor, poderemos facilmente imaginar que se trata de uma cena toda ela embaraçosa.


BD japan.jpg



O desafio que aqui se lança é que, através das bujardas, se deixem alternativas para os diálogos que deveriam constar na prancha.

Nota da reedição do post: o que começou por ser um concurso, do qual nunca chegou a sair regulamento, é agora um Festival. Tal deveu-se a um parecer vinculativo do Alto Comissariado para Avaliação das Candidaturas, que se baseou no facto de haver candidatos, potencialmente ganhadores, que não deixaram contacto para receberem o magnífico Maseratti que a produção reservou para o(a) vencedor(a). | (03.Fevereiro.2004)


plantado por Badalo @ 14:59 |

   
     


 

O Parzito
Ó Pra Nós

Tractor de Busca

A Parada

- Census -
Vou Assinalar Abaixo a Minha Idade:
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