A Vaca Louca e Seu Badalo
A Louca Vida no Campo
     março 30, 2004

I Grande Concurso Anual, Ou Não, De Fotografia 

 

       Esta fotografia apresenta o pequeno desafio que agora proponho. Posso garantir que se trata de uma fotografia em filme, que foi digitalizada para poder aparecer neste magnífico monitor. Não há truques de qualquer espécie.




       Lamentavelmente este blogue não dispõe de fontes de receita que permitam a atribuição de um prémio sedutor para os observadores que nos visitam. Ainda assim decidiu-se atribuir, como prémio para o primeiro que consiga descobrir exactamente onde esta fotografia foi tirada, o título de Comendador(a) da Grã-Ordem de Olhómetro.

       Admitem-se respostas por e-mail ou por bujarda. O enigma será desvendado apenas no sábado.


plantado por Badalo @ 23:52 |

Pensamento do Dia 

 

Creio que todos nós deveríamos ter uma Castafiore nas nossas vidas.

 


Peço perdão, mas não resisti, ao ver-me tão belo neste espelho. :D

plantado por Badalo @ 13:26 |

   
     março 29, 2004

Voltaram!! 

 



Lembram-se dos Marretas? Todos os pensavam desaparecidos, que o Jim lhes tinha dado um sumiço. Pois bem, hoje revelarei aqui um segredo cabeludo.
Na verdade a nossa quinta é o esconderijo ideal para qualquer actividade, visto ser num lindo vale, florido e longe das vistas dos curiosos.
Um dia, apareceu por cá um senhor do Governo, (e como todos sabem, os nossos Governos são fantásticos, competentíssimos) com uma conversa um pouco estranha: que precisavam da quinta para umas actividades interplanetárias, e que os nossos amigos marretas também estavam envolvidos, e não sei mais o quê!
Eu não gostei nada da conversa, não sei por quê, cheirou-me a problemas, mas lá fui ouvindo: que tínhamos o perfil certo para este tipo de missão, pois jamais alguém suspeitaria de uma vaca e de um badalo, e que as minhas manchas até iriam servir como um óptimo camuflado.
Continuámos na retranca: e que o Badalo, com um bigode, estava óptimo para aquilo que envolvia uma Venusiana, que precisava de ser vigiada.
Aqui é que me saltou a tampa! Onde já se viu, o meu Badalo de bigode!? Cruzes Canhoto! Mas eles continuaram com a léria por bastante tempo.
Como viram que não nos levavam na cantiga, pediram licença para fazer um telefonema:
-   udos ssrig'luin dos ghil!
- udos orn tlu gaer wun uss klew'nor!
Falaram em elfo, que agora é muito usado pelas polícias secretas, por causa do Tolkien, e nesta altura, eu e o Badalo começámos a ficam um tanto inquietos.
O senhor do Governo pediu-nos, então, que aguardássemos um pouco pois em breve seríamos esclarecidos.
Não tivémos de esperar muito, passados uns minutos apareceu uma nave, vinda do nada, com os vidros fumados, como vêmos aí nos Fiat Uno, e cheia de luzes, até parecia que estávamos em Las Vegas, que pousou a nossos pés, emendo, ao pés do senhor do Governo e a meus cascos, e foi com enorme surpresa que de lá sairam os nossos amigos.
Primeiro foi a surpresa, e depois a alegria de os voltar a ver. E lá nos explicaram que agora combatiam seres de outros planetas, e assim é: a nossa quinta é uma das Bases Interplanetárias.

P.S.: Esta informação é secreta. Assim que acabarem de ler este post, ele será automaticamente removido da vossa memória, através de processos complicadíssimos, que agora não me apetece explicar.


plantado por Vaca Louca @ 19:37 |

   
     março 28, 2004

Crónica Rural 

 

       Desta vez a razão pela qual deixámos aqui este cantinho mais sossegado durante o fim-de-semana está directamente relacionada com a visita da nossa querida amiga Coquette, que chegou na sexta-feira à noite acompanhada pelo Fifi, o poodle. Diga-se desde já que trouxe presentes para todos.
       Acabei agora de a levar ao portão da quinta e despedir-me dela: apanhou um táxi e voltou ao aeroporto, em busca de novos destinos sofisticados.
       Ela é de mais. Assim que chegou, cheia de humor e confiança, metralhou-nos com histórias sobre o glamour de se viver esta vida intensamente, de buscar a elegância e o bom-gosto, a expressão artística latente em cada um de nós, e outras coisas mais. Pus-me a ouvi-la com ar distante, com um olho no burro e outro no cigano, que é como quem diz, atento ao que dizia, e como se mexia, os seus gestos e os esgares, mas também alerta para as reacções que se produziam nos meus compadres rurais. A minha mui querida Vaca Louca - de quem certamente já terão os leitores habituais estranhado a ausência - que recebeu uns perfumes parisienses e uns vestidos de época, que a deliciaram, tem estado muito ocupada com a sua nova actividade, a qual "é perfeita para a minha forma física e realiza de forma adequada a mais profunda expressão da sensualidade artística, que me define", segundo já a ouvi. Já adivinharam: o ballet.
       Salvo raras ocasiões em que a vi na risota com a Coquette, tem estado a praticar os movimentos, a inventar coreografias, e até a desenhar novos modelos de sapatilhas, que lhe permitam total liberdade de movimentos e sólida segurança na aproximação ao solo após as piruetas.
       Diz que não foi nada difícil aprender e dominar a técnica de dançar em pontas, o que naturalmente confirma a sua estupenda aptidão para esta arte.

       Não há dúvidas de que foi uma experiência interessante esta visita. Mas, de alguma forma, creio que o que sinto, agora que se foi embora, é alívio por ter a certezinha que amanhã por esta hora já todo o bulício da quinta terá voltado ao normal. A não ser para o Tobias, um dos nossos cães-pastor.
       O Tobias caiu na asneira de prestar demasiada atenção à Coquette. Bom, parece-me que sempre teve a mania que era playboy, mas, desta vez, sempre de volta dela, a abanicar-se e a fazer-se às festinhas, parece ter sucumbido ao estilo fatale da nossa amiga, e estou em crer que o presente, que lhe calhou logo à chegada dela - uma enorme e repenicada beijoca na testa - fez toda a diferença. Já o ouvi dizer que nunca mais lava a cabeça, para não perder aquele tesouro. Tadito, vai corroer-se de saudades...


plantado por Badalo @ 16:42 |

   
     março 26, 2004

Census da Semana 

 

O público votou, a maioria dividiu-se. O census da semana transacta, um dos menos concorridos de sempre (o ambiente é visivelmente pesado e já se fala em major flop pelo átrio da redacção montada no balcão do estábulo), elegeu num empate o "cheiro (e feromonas?)" e o "senso de humor", como factores de atracção. Ambos com 38%. Mais uma vez, porque as "feições do rosto/corpo" não conseguiram um voto sequer, estamos em crer que ainda não foi desta que nos vimos livres dos aldrabões! :D


plantado por Badalo @ 21:52 |

   
     março 25, 2004

A Vaca Louca Apresenta: Alfred Hitchcock 

 




      Alfred Hitchcock nasceu em Inglaterra, no seio de uma família tipicamente católica, facto que o terá influenciado em toda a sua carreira, trazendo para a sua obra o medo infligido pelo desconhecido, as vítimas inocentes, a culpa, o medo e a redenção.
      Parece que este senhor, como todos os génios, não era de trato fácil, sendo irascível e dominador. A sua preferência por loiras é notória, escolhendo actrizes como Ingrid Bergman, Grace Kelly, Kim Novak, entre outras, acompanhadas muitas das vezes por James Stewart, ou Cary Grant.
      Sempre foi fascinado por números e tecnologia e acabou por tirar um curso de engenharia naval na Universidade de Londres. Mas o cinema desde cedo parece tê-lo enfeitiçado e, felizmente, nesta altura, abrem os Estúdios da Paramount em Londres, e é aqui que ele começa a trabalhar, como desenhador de legendas (nesta altura os filmes ainda eram mudos), passa pela assistência de direcção e daqui foi um pequeno passo para a realização.
      Em termos de cinematografia retenho sempre três filmes. “A Janela Indiscreta” (Rare Window), onde um fotógrafo confinado a uma cadeira de rodas, devido a um acidente, passa o seu tempo espiando os vizinhos através da sua janela. Acaba por ver um episódio que o leva a pensar que um destes vizinhos matou a mulher, e encarrega a sua noiva e a sua enfermeira de descobrirem a verdade. Thriller claustrofóbico, bem demonstrativo do génio de Alfred Hitchcock.
      O segundo é “A Corda” (Rope), onde dois jovens matam pelo puro prazer do desafio, e, para ser ainda mais aliciante, resolvem convidar a família e amigos, para um pequeno convívio, na casa onde está o cadáver. Este filme é genial, dando-nos a sensação que foi filmado de uma só tirada, sem cortes. Na verdade, foi filmado em séries de 8 minutos contínuos (o máximo que a câmara aguentava de filme), e quando se aproximava o final da fita, Hitchcock aproximava a câmara de objectos escuros, usando magistralmente a sua arte e continuava para o take seguinte. Simplesmente fabuloso.
      Por último, e sem dúvida que nutro por este filme um carinho especial, “O Terceiro Tiro” (Trouble With Harry). Um cadáver aparece numa pequena vila, causando uma série de problemas. Sendo dos filmes de mesmos sucesso, é para mm, dos mais curiosos, faz-me sempre pensar se ele não estaria a divertir à nossa custa, o público. As cenas de suspense sucedem-se e são de tirar a respiração a qualquer um, e o mero facto de haver um sem número de pessoas que pensam que mataram Harry, torna-o hilariante.

«When an actress asked Hitchcock if her right or left profile was better, he told her, My dear, you're sitting on your best profile


plantado por Vaca Louca @ 22:27 |

O Berço da Nação 

 

Encontrei esta imagem na internet e reparei que chamaram a este senhor D. Affonso I (também é verdade que pelo endereço, o site de origem é estrangeiro); mas nós sabemos mais que isso, sabemos tratar-se do Afonso Henriques. Já não ser Al Phonso Henriquez não é mau de todo. Bom, mas o que se passou foi que me fez lembrar histórias de viajantes ocasionais que albergamos ocasionalmente aqui no curral e que nos trazem relatos sobre o mundo lá fora. Um desses peregrinos, uma vez, declamou exaustivamente as "Entrevistas Históricas" de um programa televisivo liderado por este artista, Humor de Perdição, que acabei por ficar a conhecer de cor. Por vezes gosto de sair por aí e relembrar essas piadas às lagartas verdes e castanhas (as amarelas não se riem, são umas chatas) mas fico danado quando evoco aquela parte em que o nosso primeiro rei declara solenemente, perante o Víctor de Sousa, que os seus passatempos favoritos são, e cito, "comer e fundar", e fica tudo a olhar para mim, em silêncio e entreolhando-se, como se eu tivesse acabado de proferir uma ordinarice rasteira... Irra! Então as galinhas nunca percebem a piada! Que maçada!


plantado por Badalo @ 01:19 |

   
     março 23, 2004

Reality TV 

 

              

plantado por Badalo @ 22:50 |

   
     março 22, 2004

Profissões de Sonho 

 

Há escapes mentais e para mim um deles é pôr-me em considerandos sobre as formas maravilhosas (que as há!) de ganhar a vida, ou, num sentido ainda mais estrito, de ter um emprego. Vamos retirar o caso dos artistas, tem que ver com a essência do que fazem, não vou explicar-me agora, e portanto poderemos partir da noção de profissão. Com toda a latitude permitida pelo Séc. XXI.

A ideia ocorreu-me durante uma das minhas escapadelas mentais por ilhas tropicais (tenho fetiche pelas Seychelles, pelas Maldivas, e, por uma razão "histórica", pelas Barbados) em que me apercebi que havia por ali um helicóptero transportando turistas sortudos em alegres percursos inter-insulares. Ora se há helicóptero haverá sempre um piloto. Ou seja, cada vez melhor: ali temos um clima de 365 dias/ano com uma temperatura permanente de 28º celsius (mais grau menos grau pelas 4 estações...), belíssimas praias ensolaradas, e um fulano cujo trabalho é pilotar estas máquinas durante todo o dia, toda a semana. E nem sequer deve ser nada mal pago. E o que é facto é que eles estão lá, a cumprir o seu dever.

Outra vida complicada deve ser a desta senhora, a quem pagam para andar a viajar pelos mais luxuosos meios e para os mais luxuosos locais do nosso mundo, mostrando o que de melhor temos, experimentando; tudo isto enquanto narra os seus deleites e um rapaz com uma câmara a grava, naquilo a que normalmente chamamos de documentário televisivo light entertainment. Sim, é aquele que dá no People+Arts.

Bom, e não poderia estar a falar disto sem evocar um clássico nestas coisas de profissões de sonho, o golf, que, parafraseando um amigo meu "tem um espaço de actividade profissional feito ou aproveitado de propósito para ser belo, relaxante e agradável, paga bem que se farta, e ainda temos quem nos carregue o material pesado..." Ele acaba por ter a sua razão, não o desdigo, mas a mim seduzir-me-ia mais o piloto de helicópteros em ilhas tropicais, ou o apresentador de show de TV sobre luxo em club med. São gostos. E, falando nisso, deve haver imensos, variados. Quem sabe a interactividade permitida nestes textos propicia coligirmos aqui alguns exemplos mais de profissões de sonho? (atenção menino Porquinho e menina Robina: só coisas reais, ou, pelo menos, possíveis... :D)


plantado por Badalo @ 22:02 |

   
     março 21, 2004

A Hora da Pequenada 

 

Duas boas razões mantiveram-me afastado desta página durante o fim-de-semana. Em primeiro lugar, já consegui perceber que é durante a semana (sobretudo durante o horário de expediente, eh eh) que os nossos visitantes nos vêm ler, e, portanto, não vale a pena escrever grandes espingardas nem ao sábado nem ao domingo; em segundo lugar, um pedido muito especial de socorro ocupou-me o tempo todo disponível. Eu explico. Um casalito de miúdos cheios de vontade de se tornarem blogosféricos vieram ter comigo, pedindo-me que os ensinasse a montar e manter um blog. Fiquei tão emocionado que meti mãos à obra de imediato. Primeiro ainda pensei que seria uma coisa rápida: criava-se o endereço e faziam-se aquelas formatações básicas; iria à procura de um template daqueles já prontos a usar, com imensos bonecos e assim. Mas... o melhor que encontrei foi este...

E não serviu. Acabou por sair uma coisa à medida. E, de tão simpáticos que são, até fizeram questão que eu assinasse a criação do modelo.

Sem mais delongas, eis o mais benjamim de todos os blogues!! Felicidades, pá! :D


plantado por Badalo @ 22:49 |

"I scream! You scream! We all scream for ice cream!" 

 



Faz muitos anos que vi este filme, que ficará para sempre gravado na minha memória, é para mim um filme de culto. Foi a primeira vez que vi o Roberto Begnini, acompanhado por dois músicos, que na altura eu adorava, e contínuo a idolatrar, John Lurie e o Tom Waits. Chama-se Down by Law, nunca soube o nome em português, se calhar, por uma vez, tiveram o bom senso de não traduzir. Um filme fantástico, sobre a fuga de três presidiários, que nada têm em comum. Raia o non-sense.
O curioso é este leque de personagens/actores, o seu conjunto. Tudo se conjuga. E fica a frase mais célebre do filme: “I scream! You scream! We all scream for ice cream!” Só mesmo visto.


plantado por Vaca Louca @ 10:42 |

   
     março 19, 2004

Census da Semana 

 

Pois é, o Census da Semana não deixa dúvidas, o mais belo é o Brad Pitt (59%). O público (feminino na sua maioria) escolheu, entre os nossos candidatos, este rapaz (ver foto à esquerda). Ficaram para trás o Jeremy Irons (24%), que tresanda charme e sensibilidade, o Val Kilmer (12%), que é um giro, mesmo giro, e o John Malkovitch (6%) que, apesar de ar alucinado, é misterioso e profundo.



P.S.: Já não sei se o acho tão bonito, assim de saias.


plantado por Vaca Louca @ 21:13 |

Urbanidades 

 

Por vezes, quando a minha pombura, a Vaca Louca, me leva a passear à cidade (sim, porque eu não me auto-locomovo por não passar de uma simples pendureza) divirto-me a admirar os sinais de trânsito. Há alguns mesmo engraçados, e consta que são muito úteis.

Alguns, como este indicador de passagem frequente de crianças ("caution", à direita), está muito bem feito e ao olhar para ele bem percebemos que as coitadas têm mesmo de despachar-se caso não queiram ser passadas a ferro pelos atenciosos mas naturalmente apressados automobilistas. Aliás, encerra uma mensagem extra muito positiva ao sugerir que a irmã mais nova conta com o total apoio dos mais velhos ao ajudarem-na a fazer a travessia de forma célere. Até voa!

Bom, mas esta coisa da elaboração dos sinais de trânsito não aparece assim feita de qualquer maneira, não, isto é tudo muito bem pensado, testado e executado por profissionais competentes das mais diversas áreas: artistas gráficos, estadistas, automobilistas, psicólogos e arquitectos-paisagistas. E há resultados brilhantes, como poderemos atestar através de alguns exemplos que aqui se deixam.

                         

E ainda podemos encontrar questões curiosas para nos debruçarmos. Ora perante os dois conhecidíssimos sinais de trânsito que ora se apresentam somos levados a pensar que a honestidade tráfico-sinalística está de boa saúde, pois como é do conhecimento de todos os encartados, o fundo amarelo significa que a situação descrita no sinal de perigo é temporária. Assim (a avaliar pela quantidade de sinais de "trabalhos na estrada" com fundos brancos que vemos todos os dias) ficamos desde logo alertados para uma infinidade de obras na estrada que são eternas. O que corresponde a uma grande e honesta verdade assumida.

Não queria deixar de assinalar, neste pequeno apontamento, uma pérola disponível na internet de um verdadeiro investigador destas coisas dos sinais de trânsito, cuja visita aconselho vivamente, com especial ênfase para as suas notas científicas. É aqui.


plantado por Badalo @ 12:32 |

   
     março 18, 2004

Marionetas  

 

As formas de expressão artística sempre me seduziram, e há uma, em particular, que me é extremamente querida. O fascínio que as marionetas exercem sobre mim é enorme.
Acho assombroso a perícia dos artistas que as manipulam e dos artistas que as imaginam, e fazem.

Durante alguns anos esta arte parece ter sido esquecida, mas de há uns tempos para cá as marionetas parecem ter tomado, de novo, uma posição de relevo, havendo, inclusivamente, companhias de teatro só de marionetas, como os casos das Marionetas de Lisboa e o Teatro de Marionetas do Porto. Espero que o nosso governo dê a hipótese de miúdos e graúdos poderem continuar a sonhar, juntamente com estes maravilhosos bonecos, que tomam vida pela mão de inúmeros actores. Porque há coisas demasiado belas, que nunca deveríamos deixar morrer.


plantado por Vaca Louca @ 12:13 |

   
     março 17, 2004

O Medo 

 

Tenho vindo a adiar vir aqui falar sobre esta coisa. Não vale a pena chover no molhado nem atirar "bolas pó pinhal" sem se fazer a mínima ideia do que se está a falar. Bom. No entanto cá vai.

Pelos vistos é mesmo verdade, quando cai a bomba no nosso quintal o caso muda de figura, e com o incidente criminoso de 11 de Março, tão aqui ao lado, naturalmente que nós, os do lado atlântico, receamos pela nossa integridade. Mas vejamos: no Título 22.º do US Code, Secção 2656f(d) da Intelligence Community, terrorismo significa «premeditated, politically motivated violence perpetrated against noncombatant targets by subnational groups or clandestine agents, usually intended to influence an audience». E longe vão os tempos das Brigate Rosse, que tinham um método cirúrgico e evitavam vítimas "inocentes".

Naturalmente o objectivo é provocar o medo, através das vítimas, e com isso obter uma coacção em função dos objectivos destes criminosos. Mas há aqui duas questões. Por um lado temos a classe dirigente, aqueles que governam os nossos destinos, e que, por isso, têm o poder de satisfazer as pretensões dos terroristas. Por outro lado, todos nós, que formamos a opinião pública. Se partirmos do postulado de que os agentes do terrorismo não são estúpidos, o banho de sangue a inocentes visa apenas pressionar os dirigentes que perante o público têm responsabilidades. Creio que, na verdade, todos os actos de terrorismo serão tão mais eficazes quanto a opinião pública se opuser às directivas da classe política.

Assim, dentro das cogitações que naturalmente se têm formado dentro de nós a propósito deste alto risco que sentimos - potenciado pela peregrinação a Fátima, pelo Festival Rock in Rio e pelo Euro 2004 - talvez consigamos encontrar algum sossego se considerarmos que os terroristas estão a par do que se passa no nosso país. Para haver qualquer atentado neste nosso rectângulo, seria lógico que se partisse do princípio de que a nossa classe dirigente quer saber de nós para alguma coisa. E nos tempos que correm, parece-me bem que não. Se este argumento contiver alguma validade, não deixa de ser irónico encontrarmos protecção na indiferença com que o Estado olha para o nosso povo.

De qualquer forma, ainda que este argumento seja apenas um exercício (de estilo, ou mental), tenho a dizer que me recuso a ter medo. É claro que ainda vou ver como é que esta técnica vai funcionar.





plantado por Badalo @ 13:03 |

   
     março 16, 2004

Informação ao público em geral 

 

Temos de esclarecer aqui um ponto. Corre um boato infame aqui na blogosfera, onde fazem crêr que a nossa amiga Robina é um homem! Nós, aqui na Quinta, declaramos que a Robina é uma menina, e como prova apresentamos a sua foto, (está bem que já tem uns anos) mesmo correndo o risco de agora não pararem de chover cartas de amor para o seu email.







plantado por Vaca Louca @ 13:05 |

   
     março 15, 2004

Refrões Profundos - Traduções Espantosas 

 

Desta vez os contemplados são os irmãos Gibb, a quem devemos o célebre:

«What you doin’ on your back - aah?
 What you doin’ on your back - aah?
 You should be dancing, yeah!
 ...Dancing, yeah!»

o que vai dar, mais coisa menos coisa, a:

«O que estás a fazer nas tuas costas - aah?
 O que estás a fazer nas tuas costas - aah? (esta parte é com reverb)
 Deverias estar dançando, sim!
 ...Dançando, sim!»

Bom. Ao menos é bem disposta. :D
Ah! E o contexto está aqui.

plantado por Badalo @ 21:17 |

Meninos Diferentes 

 




Quando se vivem situações de crianças com doenças crónicas, a tendência é procurar toda a informação disponível, começando pelo médico assistente. O problema começa logo aqui. Os médicos não dizem tudo o que sabem. Porquê, não sei.
Se decidimos recorrer a médicos particulares, eles reencaminham-nos para os Hospitais pediátricos, pois é lá que existem os meios necessários para o acompanhamento destes meninos. E nós, pais e crianças, temos de nos sujeitar ao caos que é o sistema de saúde público.
Procura-se associações, informação genérica na Internet, tudo o que nos traga alguma luz, algo que nos traga a esperança de que tudo vai passar.

Decidimos por aqui na nossa Quinta um novo link (ali, na barra lateral direita). Não é um link qualquer, nem o que desejaríamos ter posto, pois é de uma Fundação Americana, a National Kidney Foundation. O que nós desejávamos era por a sua equivalente cá do nosso Portugal. Infelizmente não há. Nem nada parecido. Existem por cá algumas associações de doentes com insuficiência renal, mas é tudo. Se os casos fugirem a este âmbito, há que recorrer a ajuda fora do nosso pequeno país.

Esta associação parece funcionar numa quase perfeição. Ajuda qualquer pessoa que recorra a eles. Dá toda a informação possível, num brevíssimo lapso de tempo. Basta exporem o caso, ou as questões por e-mail, e passados dois ou três dias têm a resposta convosco. Como é óbvio, eles não vão falar nas especificidades de cada caso, pois para isso teriam de ter acesso ás fichas clínicas dos pacientes, o que não é possível. Mas dentro do possível, respondem ao que lhes é perguntado. Eu já usei esta ajuda e sempre foi respondido.

E nós, por cá, continuamos à procura de informação sobre esta doença: Síndroma Nefrótico. Quem souber de algo, diga-nos. Nós agradecemos.


plantado por Vaca Louca @ 13:27 |

   
     março 14, 2004

Sem Comentários 

 

                      

plantado por Badalo @ 22:54 |

   
     março 13, 2004

Páginas de Erro 

 

Mais uma para adicionar à nossa Galeria. :D

plantado por Badalo @ 21:37 |

   
     março 12, 2004

Census da Semana 

 

O público votou, a maioria decidiu. Com 38% dos votos, a princesa arrecadou o primeiro lugar, merecendo o título de mais bonita. Quanto à parte que me toca, bem merece. E segundo Hitchcock, até tinha outros atributos...
E para equilibrar as coisas em termos de sexismos, o census cujas urnas ora abrem, apresentam os cavalheiros.


plantado por Badalo @ 22:06 |

Desmascarada!! 

 

Com a ajuda preciosa de provas publicadas no blogue da Robina as autoridades identificaram a vaca da foto ao lado, que, ao fazer-se passar pela prima Idalete, se infiltrara no curral (vide post infra) com o intuito de fazer uma limpeza às lojas de conveniência da aldeia sita nos arrebaldes da quinta. Neste momento continua a monte, e há já notícia de que MMG e uma vasta equipa da TVI se encontra no seu encalço. É caso para dizer: afinal havia outra! A qualquer momento poderemos interromper a nossa programação quando haja imagens em directo da alucinante fuga da vaca criminosa.


plantado por Badalo @ 19:43 |

A Prima Idalete 

 

As histórias da minha família davam para um livro, mas a que vou contar hoje passou-se há pouco tempo.

Tenho uma prima, de seu nome Idalete, e que devido a problemas com o seu boi, um bruto, que lhe dava cornadas por tudo e por nada e não podia ver umas manchas mais novas sem que se pusesse com graçolas, decidiu abandonar o seu prado e vir viver aqui para a nossa quinta.

Até aqui tudo bem; ela veio e ao princípio, apesar da depressão em que se encontrava, lá fazia a sua vidinha. E eu até gostava da companhia dela. Mas a partir de certa altura, notei que ela simpatizava demasiado com o meu Badalo!! Ora aqui começou-me a chegar a mostarda ao nariz. Está bem que nós somos bons anfitriões, mas quer-se dizer, andar a arrastar os cascos para cima do meu Badalito é que não!!

Ele, pobrezinho, já nem sabia o que fazer, pois não queria ferir a Idalete, mas também não queria dar azo àquele disparate. E lá ía tentando acalmar-me, pois eu andava numa “bilha” de nervos.

Eu tinha de resolver o problema, e então decidi apresentá-la a um novo hobbie: a televisão. Resultou. Agora passa os dias agarrada ao pequeno ecrã e desenvolveu uma paixão platónica pelo Manuel Luís Goucha (credo, mas que fazer, as carências deram-lhe para ali). Bem, resultou em parte, porque na verdade tenho cada vez menos paciência para a ouvir falar do seu Manelito, dos lindos óculos que usa, e da figura tão elegante que apresenta. Além de estar convencida que ele é um óptimo partido para ela, pois cozinha divinalmente.

Só não sei como lhe dizer que o objecto de seu amor agasalha o palhaço. Aceitam-se sugestões. Pode ser que assim possa ir para o prado descansada.


plantado por Vaca Louca @ 11:57 |

   
     março 11, 2004

Citação 

 

"Em rio de piranha, crocodilo nada de costas..."

Anónimo

plantado por Badalo @ 18:48 |

Carpe Diem 

 

Expressão difundida pelo grande público através do filme de Peter Weir "O Clube dos Poetas Mortos" (e quem não se lembra da evocação "o captain, my captain"?) em que um pouco ortodoxo professor praticava métodos pouco recomendados pela solenidade escolástica mas entusiasmava os seus alunos a contactarem com a alegria do pensamento livre e crítico e com a felicidade da criação artística, mas na verdade "inventada" muitos anos antes pelo poeta Horácio, nas suas Odes, traduz um conselho generalista para cada um de nós colher o dia, aproveitá-lo, sugar-lhe o tutano e viver os momentos de que dispomos nesta passagem terrena. Rezava assim:


Sapia, vina liques, et spatio brevi
Spem longam reseces. Dum loquimur fugerit invida
Aetas: carpe diem, quam minumum credula postero.

Independentemente da concepção que cada um de nós formule mentalmente sobre o que é a vida e a nossa existência, se a alma é imortal ou não, ou se reencarna ou perece com o corpo, trata-se de uma ideia - quase uma filosofia - que apresenta a vantagem de ter um mérito quase inexpugnável. Quero dizer que dificilmente um espírito que deseje a liberdade poderá pôr em causa de que se trata de uma ideia brilhante. E, apesar de tão simples, é tantas vezes tão difícil de pôr em prática. Quotidiana, pois.

Este post pretende ser apenas um lembrete. Porque a ideia é simples, magnífica, e a vida, meus amigos, passa em menos de um fósforo.





plantado por Badalo @ 12:59 |

   
     março 10, 2004

O Bar da Quinta 

 

Resolvemos abrir um bar aqui na Quinta. Isto, porquê? perguntam vocês. Passo a contar.

Nós temos aqui um galo que é o nosso despertador, o galo Micas, mas este animal sofre de vício adverso às funções que exerce. É um grande bebedolas. Pois é, e esta questão com a bebida já lhe trouxe diversos dissabores. O capataz já se andava a passar com o Micas, pois acordava sempre atrasado, devido às ressacas do animal; ainda para mais, na maior parte dos dias só aparecia aqui na Quinta depois do almoço.

Há pouco tempo, sem querer, ouvi uma conversa entre o capataz e respectiva mulher, em que ponderavam a hipótese de fazer um fricassézinho de Micas, e então eu, como boa vaca que sou e amiga dos meus amigos, resolvi tomar uma atitude antes que o Micas fosse parar ao tacho. Porque ele apesar de ser um bêbedo "invetebrado", é muito bom galo, de coração bondoso e afável.

Depois de muito conversarmos sobre o assunto, eu e o meu Badalo, achámos a melhor solução: abrir um bar por aqui, para que ele se enfrasque, mas estando ao nosso alcance controlá-lo. E assim foi.

Agora temos um barzinho com boa música (o Badalo é que faz a selecção), e é ver os nossos amigos animais a dar à carola, de cigarrito na boca e a beberem uns copitos. Uma alegria.
Quanto ao Micas, já reduziu no vício e temos sempre forma de o acordar de manhã, para cumprir as suas funções. Nem que seja com um balde de água fria.

Já agora, por que será que o que faz mal, sabe bem?


plantado por Vaca Louca @ 13:23 |

   
     março 08, 2004

4002, 8 oçraM 

 


Et voilá. Rendo-me. Depois de ter visto, hoje, tanto post a assinalar o que a maior parte das pessoas diz que não deveria ser assinalável, creio que o melhor é aderir à causa (apesar de não ser muito atreito a modas elas podem ser aproveitadas para sublinhar coisas boas) e, dessa forma, aqui estou a puxar a brasa a uma sardinha que me interessa. A viagem que hoje proponho é esta.


plantado por Badalo @ 21:58 |

Dia Internacional da Mulher 

 

                          

plantado por Vaca Louca @ 14:50 |

   
     março 07, 2004

Crónica Rural 

 

Mais um belo dia solarengo na Quinta. Como diria a minha santa mãe, os prados vicejam galas. Os bicharocos atarefam-se e gozam a tranquilidade da vida do campo.

É. Mas nem todos. O nosso querido Epifânio, filho do porco Marcolino, deve ter nascido com dois parafusos a menos e recentemente desenvolveu uma tara quanto ao sino do portão que fica na entrada da propriedade. De cada vez que o ouve soar (e ouve-o ainda que esteja totalmente coberto de lama, quando chafurda) parece uma mola! Faz questão de fazer de porteiro, ou de mordomo, sei lá; para ele é uma questão essencial ser o primeiro a receber qualquer visitante, o que implica normalmente um percurso considerável atendendo às posições relativas da pocilga e da entrada da quinta.

É vê-lo, nessas alturas, a correr feito doido, com ar tresloucado, para que mais ninguém consiga receber os visitantes antes dele. Ainda não percebi se é apenas um motivo como outro qualquer para desatar a correr à maluca, ou se realmente gosta de ser o primeiro a lamber quem cá aparece... enfim. De qualquer forma tem sido costume, recentemente, vê-lo a treinar nas imediações do curral, sempre em busca de novos e maravilhosos tempos-record, sempre com aquela expressão de maníaco dócil no focinho.

Quem não gostou nada da brincadeira, ou por outro lado gostou demasiado da brincadeira, foi a minha pombura, a Vaca Louca. Pois. Por pirraça ao Epifânio ou então por não poder ver nada, após ter observado esta nova mania do porquito encafuou-se na oficina durante dois dias consecutivos, e, exibiu-se recentemente munida de um conjunto de rodados que lhe permitem rivalizar com a energia e velocidade do Epifânio.

Desde então tem-se divertido a gorar as corridas do porquito rumo ao portão norte, entrada principal, onde o espera com um sorriso matreiro.

Para ela é fácil. Dispõe de um sistema de propulsão apenas ao alcance das vacas. Qual é? Pois dou duas pistas: é de retro-propulsão, e é a gás. Se não é fácil acreditar, é favor conferir a veracidade da afimação no quinto item desta página sem esquecer que há mais dados relevantes na página seguinte da fonte indicada.


plantado por Badalo @ 15:05 |

   
     março 06, 2004

The Strange 

 




Já a conheciam? Na negativa, prazer em apresentar a Emily.


plantado por Badalo @ 00:35 |

   
     março 05, 2004

Census da Semana 

 

Com a esperança de termos resolvido os problemas técnicos que tentaram boicotar esta janela da quinta para o mundo, voltam os nossos census, desta vez sem imagens e de cara lavada. Abrem as urnas, como tradicionalmente, às 10 da noite de sexta, e durante uma exacta semana iremos eleger a mais bela de todas. As candidatas ao título foram escolhidas totalmente ao acaso.

plantado por Badalo @ 21:57 |

Refrões Profundos - Traduções Espantosas 

 

Wayne Hussey, membro da banda The Mission, às tantas sai-se com este refrão:

"Love breaks the wings of a butterfly on a wheel"..., o que dá qualquer coisa como:

"o Amor parte as asas de uma borboleta numa roda". Até arrepia!

plantado por Badalo @ 13:08 |

   
     março 04, 2004

A Vaca Explica - Rúbrica II 

 

Estou de volta com a minha rúbrica, pois as cartas a pedirem conselhos amontoam-se aqui na quinta, e desta vez, escolhi a carta da amiga Maria. E consta assim:


BM_klein.jpg


"Amiga Vaca,

Estou muito infeliz, diria mesmo, estou muito infeliz, pois ando com algumas suspeitas em relação ao meu namorado. Ando desconfiada que o dito (ai, nem sei como escrever isto) é... é... é abafador de palhinhas. Pronto, já escrevi!
Passo a explicar:
Eu tenho uma característica física que me desgosta bastante, é que tenho uma buço (bem, não é bem buço, é bigode mesmo) de fazer inveja ao Salvador Dali. E o problema reside no facto de o meu namorado não me deixar tirá-lo, pois acha-o sexy, e útil até (para limpar o pó). Diz que gosta de sentir os pêlos a roçarem-lhe por partes que o pudor me impede de dizer.
Além disto, amiga Vaca, gosta de vestir a minha roupa interior rendada. Que hei-de fazer? Como poderei dissipar esta dúvida que me atormenta?

Um xi-coração
Maria"

Bem, Maria a minha sugestão é que um dia, quando o apanhar aí em casa, ponha a tocar um disquito dos Village People e, se ele se puser a dar aos bracinhos, a dançar com coreografia e a fazer boquinhas, então cara amiga, o melhor é pô-lo a andar. Neste caso já não há regresso.
Mas vingue-se! Vá-lhe ao guarda-roupa e palme-lhe a lingerie toda, e corra para um cabeleireiro, para tratar do problema piloso.
Um xi-coração para si também, Maria. E boa sorte!


plantado por Vaca Louca @ 22:11 |

Segunda Homenagem 

 

Em Setembro de 1962 foi dado à estampa o n.º 15 de Amazing Fantasy, o que eventualmente teria passado despercebido ao mundo não fora o facto de se tratar da estreia de um super-herói que, em breve, iria alcançar um estrondoso sucesso. Em Março do ano seguinte, o n.º 1 de "Amazing Spider-Man" (cuja capa aparece ao lado, maravilhosamente envolvida neste texto graças ao magnífico contibuto da Gotinha) conheceu a luz do dia, altura a partir da qual os apreciadores de comics puderam passar a deliciar-se com as aventuras e desventuras do querido aranhuço. Desde então, e até hoje, o Homem Aranha não mais teve descanso na sua luta contra o crime, nas suas desventuras amorosas, profissionais, pessoais, na sua senda de moralidade.

Se é certo que hoje em dia não nos podemos basear em índices de vendas para calibrar a qualidade seja do que for, facto é também que não será razoável abstrair-nos do ponto de vista comercial para aferirmos o sucesso duma personagem deste tipo. A este propósito serve relembrar que no final do século passado o Homem Aranha contava já com quatro revistas mensais exclusivas, acrescidas de outras tantas edições do tipo especial anual, king size, paperback... Conta já, igualmente, com uma série de longas-metragens e uma panóplia de artigos ditos de merchandising, e uma imagem reconhecível e reconhecida universalmente.

Mas mais importante do que isso é a essência, a razão que justifica este sucesso. Quanto ao que me toca, estou em crer que o Homem Aranha captou a atenção do público e assim o seduziu por ter particularidades que o distinguem dos demais heróis de comic-books. Peter Parker foi um estudante brilhante, cheio de problemas familiares, com inadaptações sociais (devido, sobretudo, ao cuidado que sempre depositou na manutenção do secretismo da sua identidade de herói), cheio de dificuldades financeiras e profissionais, com uma atribulada vida sentimental... e tudo isto desde logo lhe conferiu uma evidente ligação com o público que o consome.

Acresce que deve ser o super-herói mais azarado que alguma vez existiu, e, a par disso, o mais divertido - é habitual ir dizendo umas graçolas enquanto despacha os criminosos e super-vilões - além de viver constantemente um dilema moral que simultaneamente lhe fornece o combustível necessário para continuar a sua missão mas que o mói e massacra impedindo-o de ter uma vida segura, tranquila, como sempre desejou. É a sua frase emblemática: "with great power comes great responsability".


2708.jpg70305_7.jpg


Facilmente me poderia perder a falar de Peter Parker e da sua vida e aventuras enquanto Homem Aranha. Infelizmente não sobra aqui o espaço. Aliás, não é nenhum imberbe, a sua imagem tem sido explorada de diversas formas e feitios, o seu visual sofreu naturais evoluções.

Ainda assim, e com as evidentes limitações, aqui fica a possível homenagem que lhe faço. E a quem sente que perdeu o seu tempo a ler este texto, desafio a tentar não sorrir ao ver esta imagem.



plantado por Badalo @ 13:10 |

   
     


 

O Parzito
Ó Pra Nós

Tractor de Busca

A Parada

- Census -
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