| Por vezes, quando a minha pombura, a Vaca Louca, me leva a passear à cidade (sim, porque eu não me auto-locomovo por não passar de uma simples pendureza) divirto-me a admirar os sinais de trânsito. Há alguns mesmo engraçados, e consta que são muito úteis.
  Alguns, como este indicador de passagem frequente de crianças ("caution", à direita), está muito bem feito e ao olhar para ele bem percebemos que as coitadas têm mesmo de despachar-se caso não queiram ser passadas a ferro pelos atenciosos mas naturalmente apressados automobilistas. Aliás, encerra uma mensagem extra muito positiva ao sugerir que a irmã mais nova conta com o total apoio dos mais velhos ao ajudarem-na a fazer a travessia de forma célere. Até voa!
Bom, mas esta coisa da elaboração dos sinais de trânsito não aparece assim feita de qualquer maneira, não, isto é tudo muito bem pensado, testado e executado por profissionais competentes das mais diversas áreas: artistas gráficos, estadistas, automobilistas, psicólogos e arquitectos-paisagistas. E há resultados brilhantes, como poderemos atestar através de alguns exemplos que aqui se deixam.
E ainda podemos encontrar questões curiosas para nos debruçarmos. Ora perante os dois conhecidíssimos sinais de trânsito que ora se apresentam somos levados a pensar que a honestidade tráfico-sinalística está de boa saúde, pois como é do conhecimento de todos os encartados, o fundo amarelo significa que a situação descrita no sinal de perigo é temporária. Assim (a avaliar pela quantidade de sinais de "trabalhos na estrada" com fundos brancos que vemos todos os dias) ficamos desde logo alertados para uma infinidade de obras na estrada que são eternas. O que corresponde a uma grande e honesta verdade assumida.
Não queria deixar de assinalar, neste pequeno apontamento, uma pérola disponível na internet de um verdadeiro investigador destas coisas dos sinais de trânsito, cuja visita aconselho vivamente, com especial ênfase para as suas notas científicas. É aqui.
plantado por Badalo @ 12:32 |
|