| Desta vez a crónica não se refere a nenhum facto pitoresco, como é habitual neste nosso feudo. Não trazemos porcos astronautas (ainda) nem ovelhas trapezistas. Na verdade, os factos ocorridos que cumpre narrar são de alguma forma embaraçantes...
A minha mui querida Vaca Louca já aqui explicou como surgiu a ideia de montar o Bar da Quinta. Resultou em pleno durante uns tempos: o galo lá cumpria o seu serviço, os restantes animais usufruíam do espaço afecto ao relax, e, talvez mais importante ainda, dispunhamos de um cantinho adequado para receber os nossos convivas visitantes. Sim, já perceberam (através do uso do pretérito): estou a falar do adeus ao Bar. Tivémos de encerrá-lo. Um rude golpe.
O Leitor Atento perguntar-se-á neste momento que tamanha desgraça poderá ter-se abatido sobre estes animalejos, para que fossem forçados a fechar tão agradável serviço de cafetaria? Pois bem, como diriam os brasileiros: "sujou". A cachorrada organizara-se e conseguira construir uma dependência oculta adjacente às paredes do bar, uma verdadeira sala de cabaret, onde se dedicavam a sessões contínuas de jogatina, com apostas a doer e cenas de pancadaria recorrentes. Isto, para cúmulo, durante as horas de serviço. Ele era as ovelhas aos deus-dará, ele era as raposas a pilharem o galinheiro (uma delas na imagem, totalmente integrada)... uma desgraça!
A situação tornou-se, naturalmente, insustentável. Foi preciso a minha pombura zangar-se à séria (e ainda não se viu muito por cá, mas quando lhe salta a tampa salva-se literalmente quem puder!) para que a pouca-vergonha acabasse, numa cena que envolveu alguns coices e uma série de mandíbulas caninas a esborracharem-se como pudins de leite fresco. Uma limpeza. Mas ao menos - e temos sempre esse conforto – as coisas voltaram finalmente à normalidade.
plantado por Badalo @ 17:59 |
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